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Agronegócio

Protesto - Produtores de arroz de Arroio Grande presentes no "Te Mexe Arrozeiro"

02/02/2018 Fonte:Texto: Jorge Américo Borges - RD / Foto: Divulgação

Um grande manifesto ocorreu nesta quarta-feira (31) em Restinga Seca, no movimento "Te Mexe Arrozeiro" que está mobilizando os produtores de todo o Estado contra a desvalorização do arroz e reivindica melhor atenção ao setor que está em grandes dificuldades.

Uma delegação de produtores de Arroio Grande se deslocou ao centro do Estado para engrossar o movimento e a insatisfação com o atual momento, onde se se fez presente e usou a palavra o produtor Élton Machado, que vem apresentado números preocupantes sobre a orizicultura que enfrenta preços de comercialização abaixo dos custos de produção, comprometendo renda e aumentando prejuízos e endividamento numa crise sem precedentes na lavoura.

O movimento Te Mexe Arrozeiro teve adesão de mais de mil produtores em Restinga Seca. Neste encontro foi definida a pauta de reivindicações coloca em discussão em assembleia. Que cada município ou região teria um representante com direito a apresentar as propostas elencadas nas reuniões locais.

Entre as lideranças é consenso que o primeiro movimento deve buscar mecanismos que garantam preço de venda acima dos custos de produção. "A prioridade agora é preço, pois estamos a dias de entregar a safra a preços impensáveis para cobrir contratos de financiamento e compromisso de safra", explicou André Toneto, presidente da Associação de Arrozeiros de Restinga Seca, um dos líderes do movimento.

Os organizadores vão propor outras ações de mobilização e discussão nesta assembleia que dispõe de uma pauta que integra o Te Mexe Arrozeiro que são as seguintes:

1 - Renegociação de dívidas do setor com prazo e condições reais de pagamento;

2 - Seguro de renda para a cultura;

3 - Ajustes de preços mínimos ao real custo de produção das lavouras irrigadas( 43 reais);

4 - Disponibilização de mecanismos de comercialização AGs e PEP Exportação e Pepro com base nos preços mínimos revisados pelo custo de produção;

5 - Reinserção dos arrozeiros ao crédito oficial mediante renegociação e securitização das dívidas em condições de pagamento condizentes com a realidade da lavoura;

6 - Redução dos juros e custos do crédito oficial;

7 - Liberdade de compra de insumos permitidos no Brasil (por princípio ativo) e fertilizantes no Mercosul com isenção de impostos de importação;

8 - Equalização das tarifas de ICMS entre os estados brasileiros;

9 - Aplicação da lei Goergen que obriga fiscalização e testes fitossanitários em arroz importado para identificar a presença de resíduos, defensivos proibidos e contaminações;

10 - Leis mais rigorosas para a fraude para tipificação do arroz à venda com penas rigorosas para a indústrias e industriais /responsáveis;

11 - Redução dos juros e prazo de vencimento para o crédito privado liberado pelas indústrias;

12 -  Fortalecimento das entidades arrozeiras e maior representatividade dos pequenos e médios produtores da depressão central;

13 - Transparência na elaboração e divulgação de dados de safra pelas organizações públicas para evitar impacto negativo ao mercado;

14 - Formar uma comissão representativa;

15 - Medidas de apoio à exportação.

Uruguai - No Uruguai também há uma grande mobilização de arrozeiros, que contaminou o agronegócio por inteiro e tomou as ruas do país, forçando o presidente Tabaré Vasques a receber uma comissão de produtores e abrir negociações em busca de solucionar demandas. Entre as principais demandas uruguaias estão a redução de preços da energia elétrica e do óleo diesel e negociação do endividamento. E também estão programados cerca de 20º pontos de mobilização no pais vizinho. O presidente chegou a indicar medidas como devolução de impostos sobre os combustíveis e redução da tarifa de energia elétrica por dois meses para o setor leiteiro e de hortigranjeiros, mas o movimento rechaçou a proposta considerando que o governo precisa adotar medidas duradouras e que alcancem a todos os segmentos do agro.

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