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Agronegócio

Zoneamento Agrícola de Risco Climático é debatido na sede do Irga

29/03/2017 Fonte:Texto: Sara Kirchhof / Assessoria de Comunicação / Foto: Sara Kirchhof/Irga

Durante toda esta terça-feira (28), um grupo técnico formado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural  (Emater), Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária  (Fepagro) e Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), esteve reunido na sede da autarquia vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), para debater questões relacionadas ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). Foram tratados conceitos, métodos e aplicações do trabalho.

O zoneamento é realizado a partir de um pedido do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para detectar onde estão as maiores demandas do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (ProAgro). O ZARC é um instrumento de política agrícola e gestão de riscos na agricultura. Com o estudo, busca-se minimizar os riscos relacionados aos fenômenos climáticos adversos, permitindo que cada município identifique a melhor época de plantio das culturas, nos diferentes tipos de solo e ciclos de cultivares. A técnica depende da adoção por parte dos produtores rurais, agentes financeiros e demais usuários.

Durante o trabalho, são analisados os parâmetros de clima, solo e ciclos de cultivares, quantificando-se, assim, os riscos climáticos envolvidos na condução das lavouras que podem ocasionar perdas na produção. Atualmente, os estudos de zoneamentos do MAPA já contemplam 25 estados brasileiros e mais de 40 culturas divididas entre espécies de ciclo anual e permanente, além do ZARC para o consórcio de milho com braquiária.

 A nova metodologia para o zoneamento na cultura da soja começou a ser discutida pelo grupo há cerca de um ano. O estudo apresentado na sede do Irga conta com mais de mil simulações diferentes. O zoneamento também pondera as condições de risco pelo potencial de produção. Os resultados serão publicados por meio de uma portaria da Secretaria de Política Agrícola do MAPA, por cultura e Unidade da Federação, contendo a relação de municípios indicados ao plantio e seus respectivos calendários de plantio ou semeadura.

O diretor técnico do Irga, Maurício Fischer, enalteceu o projeto Soja 6000, que incentiva a rotação entre a oleaginosa e o arroz, visando maiores produtividades. Uma publicação sobre o programa foi disponibilizada aos participantes. "Hoje, está se semeando soja na várzea e em locais que não está configurada a questão do zoneamento, houve um avanço graças a muito trabalho, conseguimos mexer um pouco, mas ainda não é suficiente e sempre terá o que ser feito. Que bom que temos esse grupo técnico que pode contribuir com estes avanços", enfatiza Fischer. Nos últimos anos, o zoneamento estava sendo realizado por empresas privadas.

À tarde, o grupo também promoveu uma rodada de discussões para articular sobre um projeto conduzido pelo Irga em parceria com a Embrapa Clima Temperado e a UFSM utilizando sistemas informatizados para simular o desenvolvimento da cultura, visando melhores rendimentos, mapeamento as melhores épocas de semeadura e manejos adequados. "No desenvolvimento da planta você tem diversas fases e, dependendo do manejo aplicado, você pode potencializar o desenvolvimento da cultura e, consequentemente, a produtividade dela", esclarece o pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Ivan Rodrigues de Almeida.

Foram apresentados também os primeiros resultados do SimulArroz, uma ferramenta capaz de simular diversos processos ecofisiológicos da cultura do arroz. Foram observados os efeitos causados pelo fenômeno El Niño na última safra e as previsões para este e o próximo ano.  

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